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Nome: Cantinho_da_felicidade


Fundado e construído: com o amor, carinho e amizade de todas(os) vocês em 02/10/2003.


Sonho: Você pode dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único, espero que um dia você se junte a nós... E um dia seremos um só, um só mundo, um só coração, um só espírito, um só Amor, um só sorriso, um só canto, um só destino: o destino de sermos muito FELIZES


Dizem que leva um minuto pra conhecer uma pessoa especial, uma hora para apreciá-la, um dia para amá-la, mas mais do que uma vida inteira para esquecê-la.



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"Faça aos outros o que gosta que os outros façam a você". Cada um recebe de acordo com o que dá.


Sexta-feira, Novembro 20, 2009



O quanto eu amo?

Naquela manhã, Humberto foi ver o desenvolvimento da sua pequenina horta, onde havia plantado alguns pés de couve, cebolinha e almeirão. Apreciava verduras e por isso é que gostava de observar o seu crescimento, contar as novas folhinhas que surgiam... Enquanto olhava para elas, descobriu que algumas formigas estavam devorando várias das folhas mais tenras. À vista desse fato, indignado, ele resolveu espalhar um pouco de veneno aqui e acolá, para ver se exterminava esses insetos tão incômodos. Feito isto, o menino assentou-se bem ao lado dos canteiros, a fim de constatar o resultado da sua ação. Mal acabou de se acomodar, quando notou o aparecimento de uma formiga. Esta parou junto ao discreto amontoado do veneno e comeu dele um bocado. Depois andou vagarosamente uma insignificante distância e parou. Quis andar um pouco mais; as perninhas, porém, recusavam-se a avançar. Caiu e ficou virada para cima. Estava mortinha. Ao vê-la tombada e inerte, disse o menino com seus botões: - Bem feito! Você não poderá jamais voltar a minha horta, para devorar as folhas das verduras que plantei com tanto cuidado. Não demorou muito tempo até que outra formiga apareceu, vindo do lado oposto. Ia passando pela companheira morta, mas parou quando a viu. Carregava uma folha às costas que, ao parar, deixou cair ao solo. Depois, com redobrado esforço, agarrou a companheira e passo a passo conduziu-a para o formigueiro. Naquele momento, Humberto sentiu na sua própria consciência uma acusação que o sentenciava: - A formiga que você matou deu-lhe uma lição de vida, mostrando qual deve ser a sua atitude para com o seu próximo. Sentiu-se envergonhado de si mesmo, embora certo de que as formigas são nocivas porque destroem as plantações. Mas foi esse incidente que o fez pensar nas muitas vezes quando havia passado ao lado de pessoas necessitadas, doentes, cansadas e aflitas, sem demonstrar o menor gesto de comiseração, deixando-as, portanto, entregues a si mesmas em suas misérias, tristezas e sofrimentos.

Foi, sem dúvida, um momento de profunda reflexão para o menino, agora cheio de recordações desagradáveis a respeito de seus gestos, suas ações e suas indiferenças. Ainda ao lado dos seus canteiros, Humberto parecia ouvir brotar subitamente do seu coração o eco da voz do Senhor Jesus a admoestá-lo:

- Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei. A esta recomendação de tão singular responsabilidade, o apóstolo Paulo faz coro, sugerindo também:
- Levai as cargas uns dos outros.


(Autor desconhecido)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 7:47 PM | ::



Diálogo no céu

- Marriel...Marriel!
- Sim meu Senhor, aqui estou.

- Marriel, quero o relatório de sua visita a casa daquela pessoa que tanto tem clamado por ajuda e que você foi encarregado de auxiliar. - Bom, meu Senhor, conforme seu pedido, dirigi-me para a casa da pessoa com mais 4 querubins escolhidos a dedo para sondarmos a real situação da pessoa. Na primeira semana observamos seus atos, pensamentos e atitudes e pudemos notar que é uma pessoa muito religiosa, mas cuja fé, ainda é mais ligada a conceitos do que a fé racional e verdadeira. Pela casa encontramos uma mistura de imagens de santos, com incensos, pedras, cristais, velas, e uma salada completa de religiões e doutrinas, fazendo com que a pessoa nem saiba para quem pedir... - Hum... continue... - Bom, a situação mais grave é a financeira, devido ao descontrole nos gastos e excesso de cartões e talões de cheque, nosso "protegido" passou a gastar além dos seus limites e em pouco tempo, transformou a sua vida em um tormento de cobradores e ligações sem fim, e para piorar, não nos ouve nem cutucando, nem em sonho e muito menos acordado. - Por que você diz isso? - Porque chegamos bem na hora em que ele estava se dirigindo a um agiota que iria fazer um empréstimo a juros extorsivos. Acredita que ele foi ao local e durante o trajeto orava para que tudo desse certo? Olha, nós tentamos de tudo para mostrar a ele o erro que iria cometer, mas aqueles outros "anjos" que o Senhor conhece bem, estavam ao lado dele fazendo sugestões de que tudo iria se resolver, que seria bom, que ele teria paz. Nós dizíamos que seria mais uma dívida, mais uma loucura, que não se paga dívidas com novas dívidas, mas ele nem nos ouvia... - E então... - Então, ele conseguiu mais uma dívida. O dinheiro que ele pegou evaporou em segundos e 3 semanas depois ele já estava desesperado com mais um pagamento para fazer e já pensava em vender o automóvel que mal acabara de pagar. Tentamos de tudo, mostramos no sonho as contas que nosso anjo matemático fez e mesmo mostrando que a venda dos bens só iria piorar a situação, ele estava mais uma vez, cercado por aqueles "anjos" que o Senhor conhece bem e preferiu ouvir a "voz doce" da ilusão. - Como ele está agora? - Mal, muito mal! Não tem mais carro, nem casa, nem ânimo para trabalhar, nem coragem de se levantar. A cabeça parece um formigueiro de idéias, mas os "anjos" que o Senhor conhece estão colocando uma idéia fixa de que a morte é a solução, que o único caminho é o suicídio, e já preparam um lugarzinho especial para ele, naquele canto de dor que o Senhor conhece bem... - E vocês? O que estão fazendo? - Ora Senhor, estamos nos esforçando de todas as maneiras dentro da liberdade que ele possui para decidir o que quer da vida. Ora ele ora para o Senhor e pede ajuda, ora se revolta com o Senhor e chora. Mas, na hora em que chegamos e tentamos falar através da intuição, dos sonhos, dos amigos, e até de mensagens via Internet, afinal de contas, somos anjos modernos, nem assim ele se anima, e sabe por que Senhor? - Eu sei queridos anjos, Eu sei... - Pois é Senhor, o Senhor tudo sabe. Sabe bem que o ser humano ainda prefere a ilusão das facilidades, preferem a cama luxuosa ao sono reparador, escolhem a casa pela fachada sem reparar nas energias do local, comparam as pessoas pelo que vestem e não pelo caráter que possuem e quando a dor os visita, passam a arrumar mil desculpas e dez mil culpados pela situação que eles mesmos criaram. Endurecem o coração, fecham as janelas da vida e as portas do coração. Oram mecanicamente, pedem ajuda, mas se trancam, não reagem, não aceitam a luta.

- Mas, não podemos desistir, sabes bem que "eles" ainda são crianças imaturas, que estão em crescimento... - Sim, já solicitei reforços. Hoje mesmo estaremos lá com mais de 100 querubins e vamos fazer de tudo para levantar essa alma em conflito. Posso pedir um favor especial? - Claro, o que seria? - Aumenta o nosso estoque de paciência e duplique nossa capacidade de amar, porque ajudar os humildes é moleza, mas levantar os orgulhosos e os cegos da alma, é tarefa gigante e precisamos do Teu amor. Que o Senhor nos abençoe. - Amém.

(Autor desconhecido)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 7:45 PM | ::



Como se faz para manter um amor

Uma mãe e a sua filha estavam a caminhar pela praia. Num certo ponto, a menina disse: - Como se faz para manter um amor? A mãe olhou para a filha e respondeu: - Pega num pouco de areia e fecha a mão com força... A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão com mais velocidade a areia se escapava. - Mamãe, mas assim a areia cai! - Eu sei, agora abre completamente a mão... A menina assim fez, mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava na sua mão. - Assim também não consigo mantê-la na minha mão! A mãe, sempre a sorrir disse-lhe: - Agora pega outra vez num pouco de areia e mantém-na na mão semi-aberta como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade. A menina experimenta e vê que a areia não escapa da mão e está protegida do vento.

- É assim que se faz durar um amor...

(Autor desconhecido)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 7:45 PM | ::


Terça-feira, Novembro 17, 2009



Oportunidade

Estou cansado de trabalhar e ver todos os dias as mesmas pessoas no caminho; passar horas trabalhando no escritório. Chego em casa e minha esposa sempre serve a mesma comida para o jantar. Entro no banho e logo ela começa a reclamar. Quero descansar e ver a televisão, mas minha filha não me deixa, porque quer brincar comigo, não entende que estou cansado. Meu pai também irrita algumas vezes, e entre clientes, esposa, filha e pai, eles me deixam louco. - Quero Paz!!! A única coisa boa é o dormir, ao fechar os olhos sinto um grande alívio, me esqueço de tudo e de todos. - Olá, vim te ajudar. - Quem é você? Como entrou? - Deus me enviou. Disse que ouviu suas queixas e tem que você tem razão. - Isto não é possível, para isto eu teria que estar... - Isto, você está. Mas, não se preocupará mais em ver sempre as mesmas pessoas, nem por agüentar a sua esposa com suas reclamações, nem sua filha que te irrita e nem escutará os conselhos de seu pai. - Mas, que acontecerá com todos? Com meu trabalho? - Não se preocupe, já contrataram outra pessoa para o seu lugar, e certamente este está muito feliz porque estava sem trabalho. - E minha esposa, e minha filha? - A sua esposa foi dado um bom homem, que a quer bem, a respeita e admira por suas qualidades, aceita gostos, defeitos e todas as suas reclamações. Além disso, se preocupa com sua filha como se fosse filha dele, de certo tem uma emoção muito grande já que é estéril. Por mais cansado que chegue do trabalho, dedica tempo a brincar com ela e são muito felizes. - Mas, não quero isto! - Sinto muito, a decisão foi tomada. - Mas isto significa que jamais voltarei a beijar o rostinho da minha filha... nem dizer "eu te amo" a minha esposa... nem dar um abraço no meu pai... Não, não quero morrer, quero viver, envelhecer junto a minha mulher, não quero morrer ainda... - Mas era o que você queria... Descansar. Agora já tens seu descanso eterno, durma para sempre. - Não, não quero, por favor, Deus! - Que aconteceu amor? Teve um pesadelo? Disse minha esposa me acordando. - Não... não foi um pesadelo e sim uma nova oportunidade.

Que esta historinha possa nos fazer refletir sobre reclamações que costumamos fazer, ao invés, de agradecermos a Deus a oportunidade que temos de termos um trabalho, um esposo(a), uma família...

(Autor desconhecido)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 6:38 PM | ::



O penteado

- Por que há de você perder seu bom humor, torcendo seu cabelo nessa barafunda? - perguntou meu pai quando me encontrou chorando de raiva porque eu era muito menina e não tinha a habilidade necessária para fazer o penteado em moda nos meus tempos de colégio. - É moda! - lamentei-me. Só o meu nunca fica direito! Olhando-me gravemente, papai sugeriu: - Divida o cabelo ao meio, penteie-o para trás e amarre-o com uma fita. Atendi-o, embora desajeitadamente. Ele acrescentou: - Agora use-o assim durante uma semana, e, se metade das meninas de sua classe não copiarem de você, dou-lhe cem reais. Pensei comigo que ele era incrivelmente ingênuo. Cem reais, entretanto, era um bom dinheiro a que não podia resistir. Tivesse eu chegado à aula vestida com a camisola de dormir, minha agonia não teria sido maior. Mas, quando a semana acabou, quase todas as meninas de minha classe estavam usando o cabelo separado pelo meio, atado atrás com uma fita! Quando narrei o sucedido a meu pai, ele comentou:

- Nunca tenha medo de uma idéia própria e, se ela for certa, siga para diante, sem se importar com o que faça toda a gente.

E, embora tivesse ganho a aposta, deu-me os cem reais. Papai nunca poderia imaginar o quanto essa lição, tão simples, reforçou a minha personalidade e auxiliou-me, principalmente em situações em que, como sempre acontece, a pressão dos grupos ameaça anular-nos e nos converter em simples robôs.

(Wallace Leal V. Rodrigues em E, para o resto da vida...)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 6:29 PM | ::



Saco de batatas

O professor pediu para que os alunos levassem batatas e uma bolsa de plástico para a aula. Ele pediu para que separassem uma batata para cada pessoa de quem sentiam mágoas, escrevessem os seus nomes nas batatas e as colocassem dentro da bolsa. Algumas das bolsas ficaram muito pesadas. A tarefa consistia em, durante uma semana, levar a todos os lados a bolsa com batatas. Naturalmente a condição das batatas foi se deteriorando com o tempo. O incômodo de carregar a bolsa, a cada momento, mostrava-lhes o tamanho do peso espiritual diário que a mágoa ocasiona, bem como o fato de que, ao colocar a atenção na bolsa, para não esquecê-la em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.

Esta é uma grande metáfora do preço que se paga, todos os dias, para manter a dor, a bronca e a negatividade. Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o stress e roubando nossa alegria. Perdoar e deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a calma. Jogue fora suas "batatas".

(Autor desconhecido)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 6:28 PM | ::


Sexta-feira, Novembro 13, 2009



Um gesto de amor

Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, vestido e calçado de forma humilde, entra na loja, escolhe um sabonete comum e pede ao proprietário que embrulhe para presente. - É para minha mãe! Diz com orgulho. O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o seu freguês e, sentindo uma grande compaixão, teve vontade de ajudá-lo. Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo. Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha em sua loja. Devia ou não fazer? O coração dizia sim, a mente dizia não. O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar. Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão. O homem ficou ainda mais comovido quando viu as moedas, de valor tão insignificante. Continuava seu conflito mental. Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua mãe. Lembrou de sua própria mãe. Fora pobre e muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentear sua mãe. Quando conseguiu emprego, ela já havia partido para o mundo espiritual. O garoto, com aquele gesto, estava mexendo nas profundezas dos seus sentimentos. Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada. Por que o homem não embrulhava logo o sabonete? Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado as moedas para o pagamento. Por que a demora? Qual o problema? No campo da emoção, dois sentimentos se entreolhavam: a compaixão do lado do homem, a desconfiança por parte do garoto. Impaciente, ele perguntou: - Moço, está faltando alguma coisa? - Não, - respondeu o proprietário da loja. - É que de repente me lembrei de minha mãe. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar um presente para ela, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada. Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino: - Nem um sabonete? O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da idéia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês sem responder mais nada. A sós, pôs-se a pensar. Como é que nunca pensara em dar algo pequeno e simples para sua mãe? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra e pensara em melhorar o presente adquirido.

Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: o gesto de amor!

(Autor desconhecido)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 8:39 PM | ::



História da largatinha

Havia uma lagartinha que tinha muito medo de sair por ai e morrer pisoteada pelos homens. Por isso, foi-se fechando. As plantas também a rejeitavam, achando que ela só queria comer suas folhas. Mal sabiam que essa lagartinha gorda, e que rasteja, pedindo ajuda, poderia ser aquela borboleta que viria ajudar a polinizar as flores dessas mesmas plantas. Mas, a lagartinha só chorava, apertada, em sua tristeza, até que uma coruja, aquela ave que só consegue enxergar a noite quando tudo está escuro, disse a ela: - Pare de chorar, faça alguma coisa! Aí dentro de você mora uma linda borboleta, deixe-a sair. Ela pode voar, ser aceita pelos homens e pelas plantas, ver lá de cima o que você vê daqui debaixo, mudar de jardim e tudo o mais. A lagartinha, então, pediu ajuda. Como poderia se tornar borboleta? A coruja, sábia amiga, disse-lhe que era necessária uma metamorfose, de mudança, em que precisava se fechar num casulo para empreender esforços, que viriam dores, mas só as necessárias para fazer as mudanças. Mas o que realmente era preciso era pensamento positivo. Que poderia ser livre, bem aceita, e voar leve, por onde desejasse.

Que pensasse em ser borboleta o tempo todo e tudo poderia ir mudando, até que, mais rápido do que ela imaginasse, ela sairia do casulo, como uma borboleta.

(Sofia Bauer)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 8:37 PM | ::



Quando rezar

Uma pequena menina sofria muito durante os temporais. Então sua mãe lhe disse para rezar quando estivesse assustada e o medo se afastaria. Um dia, após temerosa tempestade, a menina foi até sua mãe e disse que rezar durante o perigo não trouxe nenhum alívio. - Então, disse sua mãe, - tente rezar quando o sol estiver brilhando e veja se isso leva o medo embora. Alguns dias depois, quando furiosa tempestade se aproximava, ela disse docemente: - Rezar quando o sol brilha foi o melhor caminho pois não tenho agora nem um pouquinho de medo. - Pois é isso, minha filha. Respondeu-lhe a mãe - Quem sabe agradecer e apreciar os bons tempos não tem porque temer as horas ruins.

(Tradução de SergioBarros)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 8:36 PM | ::


Terça-feira, Novembro 10, 2009



Nem tudo pode ser como a gente quer

Quando os bebês nascem, berrando por terem saído do conforto em que estavam, berrando a cada sensação de fome e frio, eles começam a perceber que, neste mundo, existem situações em que nem tudo pode ser do jeito que gostariam que fosse. A nova alimentação lhes dá dor de barriga, e esta dor nem sempre passa logo. O xixi na fralda também incomoda. Conforme eles crescem, vão percebendo que a vida funciona assim: muitas vezes, não podemos ter o que desejamos, ou não podemos fazer o que queremos do jeito que queremos. Porém, quase diariamente, acontecem coisas que nos desagradam, ou somos obrigados a fazer coisas que detestamos ou a deixar de fazer coisas que adoramos. Existem dias em que temos de renunciar a fazer algo que planejamos para comparecer a algum compromisso da família, como não ir ao cinema no último dia em que o filme está em cartaz, para ir ao aniversário de uma tia. Ou por causa da escola, como não sair com a turma para poder estudar pra uma prova muito difícil... As coisas funcionam assim, para qualquer ser humano: às vezes, as pessoas em volta se acomodam às nossas vontades e, às vezes, nós é que precisamos nos acomodar às necessidades de um dado momento ou de outra pessoa. O que é curioso é que muitas pessoas, mesmo não sendo mais bebês, não compreenderam isto ainda: continuam chorando ou gritando, quando qualquer uma de suas mínimas vontades não é satisfeita. Parecem bebezões! Se não choram escandalosamente, pra não dar vexame, pelo menos fazem biquinho e ar de contrariedade... É lógico que é importante podermos fazer nossa vontade, até lutar por isso. Mas também é importante saber compreender quando é preciso ceder por uma razão mais séria, e a capacidade de perceber isto nos ajuda muito, em nossas vidas. Uma das coisas que torna estes momentos mais difíceis, é que pode bater aquela sensação de que ninguém liga pro que queremos. Mas se pensar um pouco, vai ver que as pessoas que o amam vem tentando fazer coisas que agradam, em outras ocasiões; e que elas terão inúmeras outras chances de fazê-lo. Na verdade, fazer algo pelo próximo pode nos dar uma sensação muito mais agradável que fazer algo por nós mesmos. Sim, você pode descobrir que a vida reserva grandes alegrias, também aos que renunciam a um de seus momentos de lazer pela dedicação a um ideal ou para oferecer ajuda a alguém mais além de si próprio.

(Rita Foelker - Folha da Criança)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 8:14 PM | ::



Inesperado

- Estou cansado de esperar coisas e ficar decepcionado, ele disse. - Como o que? Perguntei. - Eu queria que minha vida tivesse saído diferente, - ele respondeu - Eu teria gostado muito se as coisas fossem melhores. Pensando nesta conversa, me lembrei do que descobri nestes anos de minha vida. Que a real excitação em viver não vem nas coisas que eu pensei que aconteceria, mas nas coisas que eu nunca esperei realmente. Quando olho para trás, revejo que as coisas que eu quis e que não se realizaram, de algum modo foram repostas por novas oportunidades, desafios que eu nunca pensei que poderia administrar. Eu esperei sempre ter um trabalho e o perdi só para me achar aqui escrevendo para você. Esperei tornar-me um fracasso e encontrei êxito. Esperei ter sempre Deus respondendo minhas orações quando pedi ajuda. Ele o fez, mas por meios inesperados. Quando plantei as sementes de flores que compramos este ano, eu esperei pouco delas. Raramente cresceram antes disso. Meu jardim está cheio ao máximo. Pensei que o trânsito estaria engarrafado no meu caminho ao supermercado. Guiamos direto e sem demora. Eu não esperei nada de um dia chuvoso e encontrei muita paz dentro dele. Vi o estranho se aproximando e o temi. Ele sorriu e disse "Oi!" quando passou por mim. Escutei a velha senhora falar e pensei que ela não teria nada a dizer. Aprendi com ela que a vida é boa mesmo quando as coisas não vão bem. Suspirei quando acordei-me esta manhã porque eu não tinha nada planejado. Mas Deus encheu minhas horas com alegria inesperada, deslumbrou-me com pingos de chuva cortando em fatias a luz do sol, enterrou minhas preocupações debaixo de Suas promessas e banhou-me com inesperadas oportunidades para fazer um amanhã melhor.

Tomara que seu amanhã esteja cheio de coisas "inesperadas".

(Tradução de SergioBarros do texto de Bob Perks)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 8:12 PM | ::



Perder a audição

Uma vez, houve um homem que ousou falar à Deus, - Queime o mato como você fez para Moisés, Deus... E eu Te seguirei. Derrube as paredes como você fez, Deus... E por Ti eu lutarei. Acalme as ondas como você fez, Deus,... E eu Te escutarei. E então o homem sentou-se perto de uma mata, perto de uma parede, perto do mar e esperou Deus falar. E Deus ouviu o homem e respondeu... Ele enviou o calor do fogo, não para uma mata, mas para um coração... Ele derrubou uma parede, não de tijolos, mas de pecados... Ele acalmou uma tempestade, não do mar, mas de uma alma. E Deus esperou o homem responder. E esperou... E esperou... E esperou... Mas porque o homem olhava matas e não corações; os tijolos e não vidas, mares e não almas, ele decidiu que Deus não tinha feito nada. Finalmente virou-se para Deus e perguntou, - Perdeste Seu poder? E Deus olhou para ele e disse, - Perdeste a audição?

(Tradução de SergioBarros)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 8:12 PM | ::


Sexta-feira, Novembro 06, 2009



Sentar à janela

O jovem advogado, certo dia, deu-se conta de como as pequenas coisas são importantes na vida, e escreveu o seguinte: Era criança quando, pela primeira vez, entrei em um avião. A ansiedade de voar era enorme. Eu queria me sentar ao lado da janela de qualquer jeito, acompanhar o vôo desde o primeiro momento e sentir o avião correndo na pista cada vez mais rápido até a decolagem. Ao olhar pela janela via, sem palavras, o avião rompendo as nuvens, chegando ao céu azul. Tudo era novidade e fantasia. Cresci, me formei, e comecei a trabalhar. No meu trabalho, desde o início, voar era uma necessidade constante. As reuniões em outras cidades e a correria me obrigavam, às vezes, a estar em dois lugares num mesmo dia. No início pedia sempre poltronas ao lado da janela, e, ainda com olhos de menino, fitava as nuvens, curtia a viagem, e nem me incomodava de esperar um pouco mais para sair do avião, pegar a bagagem, coisa e tal. O tempo foi passando, a correria aumentando, e já não fazia questão de me sentar à janela, nem mesmo de ver as nuvens, o sol, as cidades abaixo, o mar ou qualquer paisagem que fosse. Perdi o encanto. Pensava somente em chegar e sair, me acomodar rápido e sair rápido. As poltronas do corredor agora eram exigência. Mais fáceis para sair sem ter que esperar ninguém, sempre e sempre preocupado com a hora, com o compromisso, com tudo, menos com a viagem, com a paisagem, comigo mesmo. Por um desses maravilhosos "acasos" do destino, estava eu louco para voltar de São Paulo numa tarde chuvosa, precisando chegar em Curitiba o mais rápido possível. O vôo estava lotado e o único lugar disponível era uma janela, na última poltrona. Sem pensar concordei de imediato, peguei meu bilhete e fui para o embarque. Embarquei no avião, me acomodei na poltrona indicada: a janela. Janela que há muito eu não via, ou melhor, pela qual já não me preocupava em olhar. E, num rompante, assim que o avião decolou lembrei-me da primeira vez que voara. Senti novamente e estranhamente aquela ansiedade, aquele frio na barriga. Olhava o avião rompendo as nuvens escuras até que, tendo passado pela chuva, apareceu o céu. Era de um azul tão lindo como jamais tinha visto. E também o sol, que brilhava como se tivesse acabado de nascer. Naquele instante, em que voltei a ser criança, percebi que estava deixando de viver um pouco a cada viagem em que desprezava aquela vista.

Pensei comigo mesmo: será que em relação às outras coisas da minha vida eu também não havia deixado de me sentar à janela, como, por exemplo, olhar pela janela das minhas amizades, do meu casamento, do meu trabalho e convívio pessoal? Creio que aos poucos, e mesmo sem perceber, deixamos de olhar pela janela da nossa vida. A vida também é uma viagem e se não nos sentarmos à janela perdemos o que há de melhor: as paisagens, que são nossos amores, alegrias, tristezas, enfim, tudo o que nos mantém vivos. Se viajarmos somente na poltrona do corredor, com pressa de chegar, sabe-se lá aonde, perderemos a oportunidade de apreciar as belezas que a viagem nos oferece. Ademais, pode ser que ao descer do avião da vida já não encontremos ninguém à nossa espera.

(Autor desconhecido)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 4:03 PM | ::



Na hora certa

Certa vez ouvi uma história contada por um velho amigo que gostava de fazer passeios de barco. Ele estava em um de seus passeios e ao caminhar pelo navio, viu um dos membros da tripulação escalando as cordas, indo até o "ninho do corvo". Quando estava na metade da escalada, o navio balançou, pendeu para um lado e ele foi jogado ao mar. Quando bateu na água, começou a gritar por ajuda enquanto batia os braços descontroladamente, se esforçando para sobreviver. Meu amigo viu que um marinheiro observava o homem na água de forma calma e tranqüila, sem esboçar nenhuma reação. Após um curto tempo o homem na água se cansou e começou a afundar. Imediatamente o marinheiro que observava tranqüilo saltou ao mar e salvou a vítima que se afogava. Depois que ambos estavam em segurança à bordo, meu amigo foi até o marinheiro que fez o resgate e perguntou, - Porque você esperou tanto tempo para saltar na água e salvar este homem? Com a mesma calma, o marinheiro respondeu, - Eu percebi que o homem lutava muito na água e era grande a possibilidade de ambos morrerem se eu saltasse rapidamente. Há muito tempo eu aprendi que é melhor deixá-lo lutar por algum tempo, e quando chegar ao fim de sua própria força, eu posso saltar na água e salvá-lo com segurança.

Você se sente como o homem que se afogava nesta história? Você caiu de seu lugar cheio de conforto e segurança, e você está lutando por sua sobrevivência? Você gritou pedindo à Deus para vir salvá-lo? Jamais perca a fé! Deus só está lhe dando a oportunidade de salvar-se por si mesmo. Se suas forças chegarem ao fim, Deus saltará na água e salvá-lo-á!

(Tradução e adaptação SergioBarros)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 4:01 PM | ::



Boas maneiras

A cansada ex-professora se aproximou do balcão do supermercado. Sua perna esquerda doía e ela esperava ter tomado todos os comprimidos do dia: para pressão alta, tonteira e um grande número de outras enfermidades. - Graças a Deus eu me aposentei há vários anos - ela pensou. - Não tenho energia para ensinar hoje em dia. Imediatamente antes de se formar a fila para o balcão, ela viu um rapaz com quatro crianças e uma esposa, ou namorada, grávida. A professora não pôde deixar de notar a tatuagem em seu pescoço. - Ele esteve preso - pensou. Continuou a observá-lo. Sua camiseta branca, cabelo raspado e calças largas levaram-na a conjeturar: - Ele é membro de uma gangue. A professora tentou deixar o homem passar na sua frente. - Você pode ir primeiro - ofereceu. - Não, a senhora primeiro - ele insistiu. - Não, você está com mais gente - disse a professora. - Devemos respeitar os mais velhos - defendeu-se o homem. E, com isto, fez um gesto largo indicando o caminho para a mulher. Um breve sorriso brilhou em seus lábios enquanto ela mancou na frente dele. A professora que existia dentro dela não pôde desperdiçar o momento e, virando-se para ele, perguntou: - Quem lhe ensinou boas maneiras? - A senhora, Sra. Simpson, na terceira série.

(Paul Karrer em Histórias para aquecer o coração)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 4:00 PM | ::

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